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chovia?
juro que não lembro, faz tanto tempo
se tomávamos um café ou líamos um livro
mas sei que era bom,
tinha gosto de canela.
um sofá puído, um sorriso
regados à papo-furado, confissões
e chocolate na panela.

Comentários

  1. dizem que sou poeta
    mas poeta não posso ser
    poeta pensa em tudo
    e eu,
    so em você!

    =D

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das (nem tão) ordinárias ressurreições.

achei cá esse blog empoeirado, semi-decomposto pelos vermes digitais que o estavam a carcomer. e num esforço quase insano, meio cego, e orientado pelo desejo profundo de poder fazê-lo com gente humana, botei-o a viver de novo. só porque quis. (é, sou dada a vontades de quando em vez). então pega um copo, senta aê. vai, tira o sapato, se avexa não. bora trocar de mundo junto.
Ela segue. Não mais triste, nem mais feliz. Com os olhos acordados de uma criança que percebe o mundo ao qual, agora, pertence. Por vezes ama, ocasionalmente odeia, vez ou outra se entrega à solidão. Dá carinho com a mesma facilidade com que depois o esquece. Respira o dia com a paz agitada de quem sabe a finitude de sua rotinazinha café-com-leite.