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a pequena sombra que o meu tênis fazia no paralelepípedo.
sentada em um meio-fio qualquer
estendi o dedo e desenhei cuidadosamente seu contorno no ar, gravando-a.
sorri.
tão etérea
tão momentânea
e tão intimamente minha.

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das (nem tão) ordinárias ressurreições.

achei cá esse blog empoeirado, semi-decomposto pelos vermes digitais que o estavam a carcomer. e num esforço quase insano, meio cego, e orientado pelo desejo profundo de poder fazê-lo com gente humana, botei-o a viver de novo. só porque quis. (é, sou dada a vontades de quando em vez). então pega um copo, senta aê. vai, tira o sapato, se avexa não. bora trocar de mundo junto.
Ela segue. Não mais triste, nem mais feliz. Com os olhos acordados de uma criança que percebe o mundo ao qual, agora, pertence. Por vezes ama, ocasionalmente odeia, vez ou outra se entrega à solidão. Dá carinho com a mesma facilidade com que depois o esquece. Respira o dia com a paz agitada de quem sabe a finitude de sua rotinazinha café-com-leite.