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gen(ética)

do meu pai herdei a cor da pele e uma leve projeção do queixo nas fotografias. um intenso jeito de viver, de amar, de dar presentes. uma afabilidade cúmplice no trato com as pessoas, além da paixão por cinema. o gostar de pão, a aversão por pipoca de microondas, o dormir de bruços. a mania de comer com a faca sempre na mão direita e de espiar as pessoas durante o filme, curtindo suas reações. e o incômodo de triturar o assunto, quando poderia deixar pra lá.

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das (nem tão) ordinárias ressurreições.

achei cá esse blog empoeirado, semi-decomposto pelos vermes digitais que o estavam a carcomer. e num esforço quase insano, meio cego, e orientado pelo desejo profundo de poder fazê-lo com gente humana, botei-o a viver de novo. só porque quis. (é, sou dada a vontades de quando em vez). então pega um copo, senta aê. vai, tira o sapato, se avexa não. bora trocar de mundo junto.
Ela segue. Não mais triste, nem mais feliz. Com os olhos acordados de uma criança que percebe o mundo ao qual, agora, pertence. Por vezes ama, ocasionalmente odeia, vez ou outra se entrega à solidão. Dá carinho com a mesma facilidade com que depois o esquece. Respira o dia com a paz agitada de quem sabe a finitude de sua rotinazinha café-com-leite.