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o seu gosto na boca, o sol que entra pelas frestas da janela iluminando os lençóis revirados e a velha mancha de vinho no seu travesseiro.
pego a xícara que você me estende e sorrio pra mim mesma enquanto as mãos ficam quentinhas.
ai, o gosto de café na boca, o beijo no pescoço, aquele cheiro misturado que não sei se meu ou seu.
olho bem fundo nos seus olhos e o mundo gira mais devagar. ou talvez eu não gire com ele.
ah, o gosto de menta na boca! o 'bom dia' sonolento, a janela se abrindo...

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das (nem tão) ordinárias ressurreições.

achei cá esse blog empoeirado, semi-decomposto pelos vermes digitais que o estavam a carcomer. e num esforço quase insano, meio cego, e orientado pelo desejo profundo de poder fazê-lo com gente humana, botei-o a viver de novo. só porque quis. (é, sou dada a vontades de quando em vez). então pega um copo, senta aê. vai, tira o sapato, se avexa não. bora trocar de mundo junto.
Ela segue. Não mais triste, nem mais feliz. Com os olhos acordados de uma criança que percebe o mundo ao qual, agora, pertence. Por vezes ama, ocasionalmente odeia, vez ou outra se entrega à solidão. Dá carinho com a mesma facilidade com que depois o esquece. Respira o dia com a paz agitada de quem sabe a finitude de sua rotinazinha café-com-leite.